
John Dewey (1859 – 1952) EUA
“Aprendemos quando compartilhamos experiências.”
Para Dewey os alunos devem ser preparados para questionar a realidade e unir a teoria com a prática. Reforça a necessidade de valorizar a capacidade de pensar do aluno. O pragmatismo e a democracia são importantes ingredientes na educação. O conhecimento é construído de consensos que resultam de discussões coletivas. O papel da escola é ensinar a criança a viver no mundo. Educar é incentivar o desejo de desenvolvimento contínuo, preparar pessoas para transformar algo.

Ovide Decroly (1871 – 1932) Bélgica
“As crianças aprendem o mundo com base em uma visão do todo.”
Para Decroly a educação se dá pela globalização dos conhecimentos e dos centros de interesse. O interesse leva ao conhecimento. O ensino deveria preocupar-se em aproveitar as aptidões naturais de cada faixa etária. A escola deve preparar para o convívio em sociedade. O objetivo dos métodos e prepostas deve ser desenvolver a observação, a associação e a expressão. A palavra, o corpo, o desenho, a construção e a arte, são meios de expressão.

Célestin Freinet (1896 – 1966) França
“A escola deve ser ativa e cooperativa.”
Para Freinet a cooperação e a interação são pontos fundamentais. O professor deve levar em consideração o conhecimento das crianças que é fruto do seu meio. A preocupação da educação deve ser a formação de um ser social que atua no presente. A prática deve ser orientada pela pedagogia do êxito, isto é, o sucesso do aluno elevando a sua auto-estima.

Maria Montessori (1870 – 1952) Itália
“O potencial de aprender está em cada um de nós.”
Para Montessori o indivíduo é sujeito e objeto do ensino. A escola deve preocupar-se com a formação integral do aluno. A pedagogia deve basear-se na individualidade, atividade e liberdade do aluno. O ambiente e a atividade sensorial e motora desempenham função essencial onde por meio do movimento e do toque o aluno explora e decodifica o mundo. O método se volta para a vida em comunidade e enfatiza a cooperação. A tarefa do professor é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois abster-se de interferir.
Os pensadores estudados demonstram muitos pontos em comum em suas pedagogias.
O aluno é um ser inteligente, com um potencial a ser desenvolvido e experiências que devem ser observadas e aproveitadas. A leitura de mundo baseada nestas experiências, levando em conta o meio onde está inserido, possibilitam a construção de um currículo que atenda o interesse, motive e possibilite ao educando um crescimento como ser social capaz de transformar e ter um olhar crítico de suas aprendizagens.
Estes fundamentos norteiam o fazer pedagógico das nossas escolas e através destes caminhos procuram elevar a compreensão do mundo dos alunos.
Estas propostas são bem atuais em nosso trabalho. O currículo precisa estar voltado aos interesses do aluno, que devem estar bem claros, para motiva-los e estimula-los nos desafios de construção das suas aprendizagens.
As teorias que embasam o trabalho pedagógico devem complementar-se e servem para explicitar os fenômenos que se referem ao ensinar-aprender em permanente análise e discussão.
As propostas para uma educação que vise a construção de um cidadão responsável e participante, perpassam pela cooperação, interação, autonomia e realidade social, levando a produção do conhecimento.
A expansão dos sistemas de ensino foi mudando a visão da educação que passou a servir como instrumento de construção política e social. Estes fatores, por muito tempo, apenas favoreceu aos interesses de poderosos que estabeleciam os rumos que lhes favorecessem. Uma investigação profunda sobre a natureza humana e suas condições de formação individual para compreender a influência na realidade social em que está inserido é a base que favorece a criação de estratégias de organização dos conhecimentos e a significação da aprendizagem.
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