EDUCAÇÃO DE PESSOAS
COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
DOSSIÊ
São Leopoldo, 30 de março de 2009.
RELATO DE EXPERIÊNCIAS:
Sandra Oliveira
“Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições das outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.”
Mário Quintana
Nestes trinta anos de profissão muitos foram os casos especiais com que me defrontei.
Existem os casos que vemos com nossos olhos, na aparência física da criança mas que trazem problemas práticos como levar ao banheiro ou simplesmente andar pelo pátio em uma cadeira. Ou aqueles que nem tem dinheiro, nem auxílio para comprar uma cadeira. Os que não ouvem ou falam comunicam-se por gestos, sendo difícil mas não impossível a comunicação. O portador de deficiência visual deve ser de mais difícil tratamento dentro da escola. Imagino que em uma escola como a minha estes não teriam qualquer autonomia.
Mas e aqueles com deficiência mental em diversos níveis com os quais nos deparamos e não sabemos, nem temos auxílio para saber como agir?
Na turma deste ano tem uma menina com muitos problemas motores e o corpo diferente das outras crianças.
Percebo que a mãe dela gostou muito quando ela veio para a minha turma. Ela deve pensar que por eu ser “ de necessidades especiais” vou proteger mais a menina. Normalmente o professor é um referencial para as crianças e adolescentes. No caso deve ser mais forte, apesar da referida aluna não ter consciência do fato.
Esta menina é alegre, bem cuidada pela família, possui material farto e bonito, traz merendas variadas.
As crianças são “terrivelmente más e infinitamente boas”. Nesta idade elas podem chamar de aleijada para ofender uma criança diferente e ao mesmo tempo ajudam, brincam e protegem a mesma criança.
A menina também não se sente ofendida pela palavra em si, esta ou outra que se refira pejorativamente a sua situação, mas pelo gesto do colega que a tratou com rispidez.
Ela tem facilidade em aprender.
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